No universo visual de Pedro Zamith habitam monstrificações, personagens agressivas, bizarras, dilaceradas, esventradas e subversivas. O artista nutre uma atracção pelo visceral e pelo grotesco, oriundos talvez do seu fascínio pelo barroco. Zamith faz uma ponte entre a pintura, a ilustração e a banda desenhada e o seu imaginário criativo vomita estranhos seres em cores fortes e garridas numa tentat
Deus criou o mundo e deixou-o em paz para crescer e multiplicar-se. O que fez o homem assim que se libertou da forma macaco? Povoou o recém criado objecto esférico e distribuiu-se por toda a parte. Louca que é a sua natureza, assim ficou o mundo louco. É destas loucuras que vive o universo referencial que Carlos Farinha (Santarém, 1971) espalhou sobre uma enorme tela e depois estilhaçou em pequeno
O artista entrava sozinho num Porshe 911 Carrera com um cockpit de avião de guerra acoplado ao tejadilho no qual estava um portfólio dos seus trabalhos. Metia-se nas estradas europeias para depois estacionar em frente de alguns importantes museus e entregar o portfólio a responsáveis dos mesmos. As reacções eram uma incógnita. Caso para dizer que era o artista a fazer-se à estrada ou a…
Se até ao presente projecto, o trabalho de Rui Effe denotou sempre uma tendência para discursar sobre a dor física e emocional, sempre num registo metafórico em que o corpo e as suas incapacidades e/ou limitações eram omnipresentes, desta vez, o artista muda a sua entoação. É agora o conhecimento próprio através de uma ligação a um outro que está em questão…
Por Rui Effe São silhuetas de pontos coloridos, são pontos de uma historia. Uma historia de amor, de saudade, de mulheres energéticas de cintas estreitas pelos espartilhos; um universo onde as personagens vivem suspensas entre o doce e o acre do pontilhado. Manuel Luis Cochofel vinca as teorias da Era da Reprodutibilidade Técnica, como Walter [...]
Eles chegaram. Vamos recebê-los. Olá. Eu sou a Vanessa. Este é o Hans, lá ao fundo, a brincar está o Helmut com os Chapman. Estamos à espera da Cindy que está a tratar do Alfred. Somos a FAMÍLIA. Sentem-se, ponham-se à vontade. Só têm de limpar o pó dos sofás antes de se sentarem. Sabem, não costumamos receber visitas… Entretanto, podem ler os livros que temos aí na mesinha. Nós já voltamos. Temos algo “pendente” no sótão.