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É durante o sono REM (Rapid Eyes
Movement) que ocorre o sonho e acordamos o subconsciente.
O sonho é a via de acesso ao inconsciente e neste estão
os elementos instintivos não acessíveis à consciência.
Pulsões e instintos são excluídos da consciência,
censurados e reprimidos, o sonho é o meio para a realização
do desejo que se apoia na experiência de satisfação
que quando recalcada insiste em retornar. A censura, a “consciência
moral”, dos ideais éticos, valores sociais e familiares que
se desenvolvem desde a infância, envolve as proibições,
as interdições, os confrontos do sujeito com a sua realidade.
O “juízo de condenação” é também
uma defesa para os conflitos com os desejos inconscientes. Os desejos
são então recalcados, submetidos
à censura que, através de um processo de transformação
e de deslocamento têm acesso à consciência durante
o sonho. Todos os nossos desejos frustrados, fantasias, fobias e pensamentos
vindos dos restos diurnos são transformados em imagens que se associam
por deslocamento e condensação, tornando-os muitas vezes
sem sentido, disfarçando o desejo reprimido de modo a que possamos
continuar a dormir. Os sonhos de angústia, os pesadelos, ocorrem
quando no confronto do sujeito com o seu desejo reprimido, este não
suporta e acorda.
Mas é só no sonho que despertamos e estabelecemos contacto
com o real, com o “outro”, com os nossos desejos e medos.
Acordamos depois para podermos sair da realidade e então voltamos
a adormecer.
Imagens “recortadas” revelam este universo submerso do qual
todos os dias emergimos para podermos continuar a sonhar.
Sandra Fernandes | sandrafer@netcabo.
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